História

  A Chazit surgiu de um seminário de jovens de quatro países diferentes (Brasil , Argentina, Uruguai e Chile), que perceberam a necessidade de uma união entre as juventudes judias, para possibilitar um maior intercâmbio de experiências. Estes jovens possuíam preocupações similares na sua essência e estavam diretamente ligados com o futuro da vida juvenil destes países.

A Chazit já em 1970 era o maior movimento juvenil judaico do Rio. Os encontros eram feitos na antiga sede na Rua Dona Carlota. A casa era bem antiga, mas possuía uma quadra muito boa. Porém com o passar do tempo, o espaço se tornou insuficiente, sendo então necessário o uso do colégio 'A. Liessin', que naquela época ficava em frente a Chazit.

As shichavot, ainda que em menor número, já eram a base estrutural da Chazit. Cada shichvá poderia ter mais de uma kvutzá (caso possuísse muitos chanichim) e cada kvutzá era dirigida por dois madrichim (normalmente um homem e uma mulher) fixos, que não mudavam de kvutzot ou shichavot periodicamente. Ficavam com a mesma kvutzá durante todo o seu período de hadrachá.

A divisão não mudou muito desde então. Já existiam as músicas, gritos de guerra, jogos de quadra, de salão e as sichot, as quais eram principalmente sobre Israel, mas também abordavam temas judaicos, de atualidade e de conscientização política (sempre lembrando que nesta época o Brasil passava pela época da terrível ditadura militar). Houve uma machané que todos os madrichim foram presos pela policia política e passaram a noite toda em uma delegacia explicando que aquele acampamento não era nenhum lugar de treinamento de terroristas (nem sabiam os policiais que os verdadeiros terroristas estavam no governo).

As shichavot iam separadamente para as machanot, que, em geral, duravam uma semana. Assim, o período de machané durava todo o mês de Janeiro. O ponto alto de todas as machanot era o Shabat, onde os chaverim cantavam as músicas e gritos de guerra, e no final, uma grande messibá. O ataque das machanot de antigamente era realmente diferente. Eles não eram nada programados ou regulamentados como hoje. Toda a noite havia shmirá, a guarda da bandeira. Pessoas de outros movimentos podiam atacar a machané sem ninguém ter o prévio conhecimento. Houve assim, várias machanot com mais de um ataque. Hoje em dia, assim como em 1970, a Chazit continua sendo o maior movimento juvenil judaico do Rio de Janeiro, com uma média de 200 chanichim por encontro.

O que mudou foi a sua sede, que depois de um longo tempo sendo o 'A. Liessin' se firmou numa nova casa. Esta casa fez muita história e é motivo de excelentes recordações dos chaverim mais velhos da Chazit. Porém, com o passar dos anos a casa foi se desgastando tanto que chegou num estágio lastimável. Desta maneira foi inevitável a sua demolição, em 1992, surgindo a necessidade da construção de uma nova casa (a atual). Desde este ano, a Chazit se mobilizou numa imensa campanha, 'Eu Participo', para a arrecadação de fundos que viabilizasse a construção da nova casa: o que de fato aconteceu. Vale a pena lembrar que durante o longo tempo da campanha a Chazit ficou sem Sheliach, o que dá os méritos para os chaverim da Chazit que com muito esforço foram capazes de realizar este sonho praticamente sozinhos.

Atualmente, o que também diferencia a Chazit de hoje para a Chazit de ontem, é o número de shichavot. Antigamente a Chazit tinha apenas 4 shichavot de chanichim (Solelim, Alef 1, Alef 2 e Amelim Beit), e até pouco tempo atrás dobrou seu número para 8 shichavot (Solelim, Guiborim, Tzofim, Tzeirim, Alef 1, Alef 2, Amelim Beit, Amelim Guimel). Em 1999, criou-se mais uma shichvá (Shovavim) para que adiantasse um ano a entrada de novos chanichim na Chazit. E finalmente em 2000, já com 9 shichavot, em todos os snifim, mudaram-se os nomes para que ficassem unificados. Ficando então Solelim, Omanim, Guiborim, Kovshim, Nitzanim, Neurim, Mordim, Ofakim e Amelim. Elas são compostas por meninos e meninas da mesma idade (mesma série escolar) e são dirigidas por uma média de 5 madrichim (dependendo da época) que mudam de 6 em 6 meses.

Cada shichvá possui três horários diferentes que são as quadras, os salões e as sichot que, assim como antigamente, abordam temas judaicos, sionistas, atualidades, curiosidades e diversos outros temas que fazem parte do cotidiano de cada idade.

Dependendo da época, a Chazit pode contar com a presença de todas as shichavot ou não. No primeiro semestre, a machané acontece para as shichavot de Solelim até Mordim, ao mesmo tempo em que acontece a machané central (encontro de todos os snifim da Chazit) para as shichavot de Ofakim e Amelim. Já no segundo semestre, as machanot são para toda a Chazit desde Solelim até Ofakim, e com os chanichim de Amelim ingressando na Hadrachá como PTs (uma espécie de estágio).

O ponto alto das machanot é o ataque, jogo que todos os chanichim participam num dia inesperado; as Messibot, onde todas as Shichavot apresentam o seu quadro de despedida da machané na última noite, e a confraternização de todas as shichavot, criando um clima agradável.

Com todas estas diferenças entre as épocas, podemos notar que muita coisa mudou, muita coisa evoluiu, muita coisa se perdeu desde a 'Chazit original'. Porém os ideais judaicos e sionistas originais perseguiram todo o caminho da história da Chazit e nunca mudarão: deverão continuar por muitos e muitos anos

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